NATÁLIA CORREIA, 88 ANOS
De hora negra me enrola a crespa vaga E atira a endereços desumanos O dia em que eu nasci por aziaga Ordem de um 13 que sangra entre os arcanos. Padecente a razão, no signo indaga Do pesadelo, tormentos soberanos: Justa fatalidade de quem paga Aos deuses suas dádivas com danos. Se dar à sina tanta dor não basta -diz o cartaz de uns tais da minha casta - Glória que obriga a pôr no prego a vida, Deixo-a perversa e fementida aos ratos: Roam-me eles os póstumos sapatos. Eu só quis numa rosa a luz florida. NATÁLIA CORREIA NASCEU EM S.MIGUEL (AÇORES) : 13/9/1923 MORREU EM LISBOA : 16/3/1993