sexta-feira, junho 15, 2018

AÇORES, PARAÍSO NA TERRA









Revisitei Terceira e S. Miguel e , sinceramente, a beleza dos Açores nunca me cansa!!

Bom fim de semana !

terça-feira, junho 05, 2018

EUTANÁSIA, MORTE ASSISTIDA, LIBERDADE!



 Pode parecer estranho o título deste meu texto, reconheço. Porém, é mesmo de liberdade que se trata na questão da morte assistida ou da eutanásia. 

Considero que se a morte é parte integrante da vida, mesmo sendo o seu encerramento , cada pessoa tem o pleno direito de decidir quanto a ela.

Sou totalmente contra a pena de morte tanto quanto sou contra a pena de vida.  

Li o livro  de Ramón Sampedro ( e vi também o filme, protagonizado por Javier Bardem) , condenado a viver trinta anos imobilizado numa cama, completamente lúcido  e numa luta incessante para lhe ser permitido morrer , como sempre quis desde o acidente que o paralisou.

Assumo que lido muito mal tanto com o sofrimento como com a dependência  e, por isso, estou disposta a praticar morte assistida  ou a permitir a eutanásia.

Aliás, quando o médico me diagnosticou   a doença mortal e complicada de que sofro  , a minha primeira reacção foi mesmo a de lhe dizer que iria a um país onde é permitida a morte assistida quando começasse a perder qualidade de vida.

Considero de um cinismo atroz a posição da igreja católica, cujo catecismo permite a pena de morte em alguns casos e tem posições absolutamente desonestas na discussão deste tema.

O mesmo se passa com os partidos de Direita : falam muito nos desfavorecidos e clamam por cuidados paliativos, mas Galriça Neto ( médica, deputada do CDS)  gere uma clínica onde, há anos, o custo diário era de trezentos euros. E quem pode pagar seis mil euros por mês ,numa instituição em Palmela, além de quem tem enorme poder económico? Quando dizem que "a saúde não é um negócio " atingem o máximo da falta de vergonha.

Dito isto, considero que  a questão deve ser incluída nos programas eleitorais dos Partidos  e analisada com ponderação , dando todas as salvaguardas para se evitarem situações menos adequadas.

E se a eutanásia pode, eventualmente, levantar algumas questões, a morte assistida não levanta  nenhumas , pois é a  própria pessoa  que toma ou injecta a substância letal. 

Dado que só cinco votos impediram a legalização na recente discussão em Assembleia da República, espero sinceramente haver agora tempo para uma ponderação  e discussão do tema e que a aprovação aconteça na próxima legislatura.

Porque , de  verdade,  gostaria de morrer em Portugal.

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