Setembro não merece tudo quanto de trágico e sinistro tem acontecido na sua passagem pelo calendário.
Relembro hoje o golpe que derrubou Salvador Allende, democraticamente eleito Presidente do Chile, e que com a ascensão de Pinochet ao Poder e conivência da Igreja Católica mergulhou aquele país numa orgia de perseguições, sangue e matança.
Como sempre os EUA tiveram um papel preponderante neste ataque à organização interna e à liberdade de uma nação soberana, mas cujo caminho não lhes agradava.
Considero de um cinismo intolerável as posições estado-unidenses assim como a sua duplicidade de critérios.
Orgulho-me de Mário Soares ter recusado apertar a mão a Pinochet enquanto Ricardo Espírito Santo lhe ofereceu os seus serviços como banqueiro, porque não se importava de onde vinha o dinheiro.