quarta-feira, fevereiro 05, 2014

terça-feira, fevereiro 04, 2014

sábado, fevereiro 01, 2014

PROFISSÃO : PRAXANTE

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"Há boas e más pessoas a praxar como há bons e maus professores e bons e maus médicos"
 
                                                      Notícia de jornal, 29-1-2014
 
 
 
Desconhecia que praxar fosse profissão.
 
 Menos ainda que estivesse ao nível das relacionadas com dois dos mais importantes sectores da sociedade: Educação e Saúde!
 
Nuno Crato, actual Ministro da Educação, descobriu finalmente existirem "abusos intoleráveis" nas praxes(mais vale tarde que nunca). Depois desta sua estrada de Damasco, que medidas irá tomar para impedir cenas animalescas e humilhantes como a que ilustra este texto ?
 
Porque o grave também é a submissão idiota de meninas tontas e que devem certamente concordar com  debilóides machistas do género dos alarves sorridentes da foto e do  deputado Peixoto, do PSD, que  - depois da "peste grisalha" - descobre que "a baixa de natalidade tem a ver com a emancipação da mulher".
 
Cuidado, porque é a esta gentalha sem valores nem senso que o futuro do país pertence e que nós iremos encontrar como advogados, médicos, políticos, docentes, ....
 
Se as mortes do Meco ( não sendo o primeiro caso grave , mas sim  o de mais gente envolvida) não tiverem resposta exemplar por parte  do Poder, das Universidades e Politécnicos, das famílias , das Associações de Estudantes e de quem está em situação de sofrer praxe, podemos ter a absoluta certeza de que tudo só irá de mal a pior daqui para o futuro.
 
E toda a praxe responsabiliza a instituição seja onde for praticada, pois os alunos são sempre seus. Aliás, é também uma maneira de defender a sua reputação.
 
Os pais deveriam ser obrigados a pagar  caução pelos disparates cometidos pelos jovens que têm a cargo. Talvez assim se lembrassem  de que os outros dos outros somos nós.
 
Não auguro um futuro brilhante a nenhum país que tem à frente grunhos capazes de cometer todo o tipo de grosserias, humilhações e agressões sobre os seus semelhantes.
 
Por isso,  continuo a defender o que  defendo há décadas: fim definitivo desta selvajaria e punições pesadas para quem não cumprir  -  expulsão (caso de alunos) e retirada de alvará (caso do estabelecimento de ensino).

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