domingo, novembro 10, 2013

CENTENÁRIO DE ÁLVARO CUNHAL

                                                                                                                                          **
 
 
 
Álvaro Barreirinhas Cunhal nasceu  em 10-11-1913 , morrendo a 13/6/2005.
 
Os seus noventa e um anos de vida foram preenchidos  com factos extraordinários e uma intensa vida política.
 
Sendo eu de Esquerda,  nunca o acompanhei na sua  acrítica devoção pela extinta URSS, de quem chegou a afirmar ser o Sol da Terra em matéria de sistema político,  mesmo  já depois de se saber do terror estalinista, do Pacto entre a URSS e a Alemanha hitleriana, do esmagamento da Primavera de Praga, do Muro de Berlim.
 
Tenho na memória o memorável debate entre ele e Mário Soares, na RTP, e o seu célebre:"Olhe que não...Olhe que não".
 
Não se pode branquear o seu propósito de instaurar em Portugal algo semelhante ao regime soviético nem o que aconteceu no conturbado período do Processo Revolucionário em Curso (PREC).
 
Mas no seu pragamatismo soube travar a tempo , para que  não rebentasse uma guerra civil.
 
No entanto,  respeito-o porque escolheu ser  "filho adoptivo da classe operária" e pagou um altíssimo preço pela sua opção.
 
Admiro a sua coragem e a sua força. Porque é necessário ter uma personalidade fora do comum para dizer ao agente da PIDE que o prendeu, não estar ali para lhe facilitar a vida; para aguentar a tortura sem denunciar quem quer que fosse;para resistir a oito anos numa cela ,sem comunicar com ninguém; para empreender uma arrojada fuga do Forte de Peniche, prisão de alta segurança da ditadura.
 
Além de tudo o mais, pintou e escreveu. Aliás,  estreia hoje  a adaptação do seu livro "Até Amanhã, Camaradas" no cinema.
 
Por tudo isto, aqui deixo este preito a um Homem, cuja acção não pode ser ignorada na História portuguesa recente.
 
Que descanse em Paz!
 
** A foto  é a da ficha da PIDE.

quinta-feira, novembro 07, 2013

CITAÇÃO - EUGÉNIO FONSECA

"Temos cada vez mais pessoas a cair na pobreza extrema, na pobreza mais severa. Não só há mais gente pobre, como mais gente muito, muito pobre.
 
O desenvolvimento do país não se faz apenas com euros, faz-se com pessoas, porque são elas que fazem gerar os euros.
 
Os políticos enquanto servidores do bem comum  e não enquanto servidores de interesses pessoais ou corporativos têm que defender as populações e sobretudo os mais fragilizados entre as populações."
 
 
                                         EUGÉNIO FONSECA
                        (Presidente da Cáritas Portuguesa, 17-10-2013)
 

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